
“Eu estive fora por uns tempos, numa onda diferente, e provei tantas frutas que te deixariam tonta”, cantava Herbert Vianna, meu eterno namorado, tempos atrás. Tempos que para mim hoje parecem séculos.
Me sinto como Odisseu, de volta a uma Ítaca que não existe mais. Não sou também a mesma garota de antes; trago em mim as marcas de uma viagem de volta que parece não ter fim. Essa é a graça — dizem por aí —, enquanto lambo as feridas como só uma gatinha sabe fazer.
Vou estar por aqui escrevendo todos os dias como uma forma de me curar do barulho do mundo, na esperança de também encontrar aí, do outro lado da telinha, escuta e interlocução reais que sustentem esse meu desejo de ser da linguagem. Fora da performatividade das redes. Atenta aos temas que de fato me interessam e legitimamente merecem a minha atenção.
Até breve.
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