Dulce Quental é mãe, cantora e compositora (não nessa ordem). Cronista em busca da poesia esquecida destes dias perdidos, Dulce (sobre) viveu aos anos 80, e procura uma forma de se renovar sem se tornar cinza.  Ela ouve a voz da chuva, acredita no poder do desejo, e brinca de amar o cinema, a música e a vida.

CALEIDOSCÓPICAS

Show no Rio 

 

Mais de quatro décadas de música, maresia, parcerias, e  historias para contar. Uma viagem no tempo desde a estreia como vocalista da banda feminina Sempre Livre até o ultimo disco autoral lançado na pandemia. Um museu de velhas novidades, como diria Cazuzinha. A mulher escondida na letra de tantas canções, enfim, sai da toca. 

Uma amiga especial 

Ontem reencontrei uma amiga especial, Leneide Duarte-Plon. Ela foi minha professora na Faculdade de Jornalismo e, desde então, uma referência como jornalista e intelectual. Me incentivou a seguir a carreira e foi por causa dela que colaborei com o Caderno Ideias do Jornal do Brasil, onde foi subeditora. 

Agora que Leneide está de volta ao Brasil depois de 24 anos morando na França, uma vida entre nós; olho o tempo, o que passamos, o que nos resta, e penso: somos testemunhas uma da outra. Ainda ontem a vejo com 500 e-mails debaixo do braço, largando tudo para viver em Paris o grande amor. Poderia ter dado errado. Mas não deu. Porque era ela, porque era ele, Michel Plon, o psicanalista e autor, que, junto com Elisabeth Roudinesco escreveu o Dicionário de Psicanálise. Mas sobretudo porque eram eles, em um companheirismo que fez com que ela nunca deixasse de produzir. 

Foi correspondente da Carta Capital por mais de duas décadas. Com vários livros publicados, muitos deles finalistas do Prêmio Jabuti – acaba de sair em árabe por uma editora do Cairo, traduzido e editado pelo diplomata argelino Chafik Kellala: "A tortura como arma de guerra". Ele será vendido em todos os países de língua árabe e, em outubro, ganha uma edição também em francês pela editora Harmattan. 

O livro mostra como as lições de guerra da Argélia foram codificadas pelos militares franceses e exportadas às ditaduras do Cone Sul para combater os movimentos de esquerda e defender a ditadura militar. 

Não é a primeira vez que Leneide aborda o tema. Ela é autora, junto com a filha Clarisse, do livro sobre o Frei Tito, "O homem torturado - os passos de Frei Tito de Alencar". 

Indicado ao Prêmio Jabuti, 2015, e editado em 2020 na França, "Tito de Alencar (1945-1974) un dominicain brésilien martyr de la dictature", narra os efeitos da tortura que levaram Tito ao suicídio durante a ditadura brasileira. 

Nunca é tarde para lembrar o que não pode ser esquecido e perdoado jamais! 

Nunca é tarde também para lembrar dos bons encontros e amizades. São eles que fazem a vida valer a pena.


"Saia da cidade, meu amor, antes que seja tarde" - Textozinho para a Folha de SP.  

"Saia da cidade, meu amor, antes que seja tarde", sussurra a francesinha de voz cristalina, silhueta franzina, menina em forma de mulher, meio nouvelle vague, meio bossa nova. Personagem de quadrinhos, Audrey Tautou em "Amélie Poulain"? Laura Anglade, 23 anos, parece sair direto do túnel do tempo. Ela nos lembra a beleza eterna das vozes contidas nas canções que não morrem nunca.

Siga o link para ler o texto inteiro.

https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2025/08/laura-anglade-com-sua-voz-cristalina-e-new-jazz-retro-ja-nasce-classica.shtml?utm_source=sharenativo&utm_medium=social&utm_campaign=sharenativo

 

LANÇAMENTO

Sob o Signo do Amor

Em todas as plataformas!

Em seu sexto disco de estúdio, a cantora e compositora Dulce Quental convida o ouvinte a mergulhar nas pausas de suas novas canções. Sob o Signo do Amor  está nas plataformas, pelo selo próprio Cafezinho Edições. 

Depois de lançar três singles em 2021 - Apenas Uma Fantasia, Vaga-lumes Fugidios e A Pele do Amor, Dulce chega com o disco completo, produzido por Jonas Sá e Pedro Sá, que também assinam os arranjos junto com a artista. No time de músicos, além de Jonas (MPC e teclados) e Pedro (guitarra, baixo e violão), o disco traz nomes como Jacques Morelembaum (cello), Itamar Assiere (piano), Mariano Gonzáles (bandoneón), Zé Manoel (piano) e Thiago Queiroz (sax). E o design da capa é assinado por Rodrigo Sommer.

Sob o Signo do Amor é formado por 11 faixas autorais, compostas no primeiro ano da pandemia: “Apenas Uma Fantasia” (D.Q.), “Vaga-lumes Fugidios” (D.Q.), “Poeta Assaltante” (D.Q.), “A Pele do Amor” (D.Q.), “Obra Aberta” (D.Q.), “Com Mais Prazer” (D.Q.), “Morcegos à Beira-Mar” (D.Q.)”,  A Arte Não É Uma Jovem Mulher” (Zé Manoel e Dulce Quental), “Poucas Palavras” (D.Q.), “Amor Profano” (Arthur Kunz e Dulce Quental) e “Tudo Vai Passar” (D.Q.).

Desde 2004, quando lançou Beleza Roubada (Sony/BMG), Dulce não entrava em estúdio. Nesse intervalo, lançou o vinil Música e Maresia (Discosaoleo/Cafezinho Edições, 2016), com repertório de canções inéditas “guardadas”, gravadas nos anos 90, e o DVD homônimo ao vivo e em parceria com o Canal Brasil, em 2017.

Lançamento/álbum: Sob o Signo do Amor

Artista: Dulce Quental

Nas plataformas

Selo: Cafezinho Edições

Dulce Quental - dulcequental.com.br/home

Facebook - @dulcequentaloficial | Instagram - @quentaldulce

Cafezinho Edições - cafezinho.edicoes@gmail.com

Informações à Imprensa | VERBENA assessoria

Eliane Verbena | João Pedro

verbena@verbena.com.br

E N T R E

Se inscreva e te dou uma canção roubada.

BOAS NOVAS

Dulce Quental: Fantasmas, Fantomas e Fantasias

Por Jonas Sa

Chegando às plataformas digitais no dia 19 de novembro, Apenas Uma Fantasia, novo single de Dulce Quental, é o primeiro de seu novo álbum, “Sob O Signo Do Amor” e revela uma artista que se reinventa de acordo com seu tempo.

Para falar do dilema da vida no caos das redes sociais, onde nos desencontramos dos nossos desejos autênticos em meio à multidão de miragens digitais, a cantora e compositora, se entrega a metalinguagem e reestrutura sua própria canção.

Livre e inventivamente, recorta versos e vozes e os cola onde lhe parece interessante. Pratica, através dessas e de outras colagens, a mesma “desordem da imaginação” que salta dos versos por ela escritos e cantados.

A faixa se desenvolve em caminhos capilares, sem nunca olhar para trás. A música nunca volta ao mesmo arranjo de antes e a canção, de forma repentina e natural, se torna um rap.

Pairando sobre batidas sincopadas de MPC, coros harmônicos, matizes de sintetizadores analógicos e as guitarras inconfundíveis de Pedro Sá (produtor do disco, assim como eu), Dulce canta e versa sobre fantasmas mentais, corta pensamentos metafísicos com o celular e, em seguida, faz o paralelo entre smartphone e o lago de Narciso. Tudo isso para concluir que corpo e mente se nutrem de fantasias e que o desejo é uma condição inegociável do ser-humano.

“Essa canção é apenas uma fantasia”, canta uma Dulce Quental que nunca ouvimos, projetada para fora da explosão de quem ela é causa e consequência; como a estrela dançante de Nietzsche, impulsionada pela força do caos.

 

Produzido por Jonas Sá & Pedro Sá

Arranjado por Jonas, Pedro & Dulce Quental

Mixado por Duda Mello

Masterizado por Ricardo Garcia

Capa: Rodrigo Sommer

Foto: Nana Moraes

Produção de arte & Visage: Rodrigo Bastos

Assessoria de imprensa: Eliane Verbena

 

Dulce Quental – Voz

Pedro Sá – Baixos, Guitarras Base, Wah & Solo 

Jonas Sá – Coros, MPC, Piano Fender Rhodes, Sintetizadores Grain Sample Manipulator (Reason), Korg Polysix, Minimoog, Yamaha CS-50 & Arp Oddissey 

Thiago Nassif - Guitarra

Vagalumes Fugidios

Dulce Quental

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Dulce Quental: Poética da resistência

Vagalumes fugidios, segundo single de Sob o signo do amor, novo álbum da cantora e compositora carioca Dulce Quental chega às plataformas digitais trafegando entre o erotismo e a Read more

Dulce Quental: Poética da resistência

Vagalumes fugidios, segundo single de Sob o signo do amor, novo álbum da cantora e compositora carioca Dulce Quental chega às plataformas digitais trafegando entre o erotismo e a política embalada ao som de um tango. Do desejo sublimado à citação dos Escritos Corsários do cineasta italiano Pasolini, a canção lampeja acendendo os pensamentos que Dulce pretende iluminar: É possível manter a inocência diante do horror? Imaginar pode ser uma maneira de fazer política? Vagalumes são pequenas luzes de desejo e resistência, experiências de vida que com suas luzes intermitentes e discretas continuam por aí. Assim como Dulce Quental e sua música atemporal, situada no improvável das aberturas, nos impossíveis, nos lampejos, apesar de tudo.

Produzido por Jonas Sá & Pedro Sá Arranjado por Jonas, Pedro & Dulce Quental Mixado por Duda Mello Masterizado por Ricardo Garcia Capa: Rodrigo Sommer Foto: Nana Moraes Produção de arte & visage: Rodrigo Bastos Assessoria de imprensa: Eliane Verbena Lançamento: Cafezinho Edições & Produções Musicais

Dulce Quental Voz Pedro Sá Baixo & Guitarras Jonas Sá MPC, Chocalho, Garrafas, Pandeirolas, Reco-reco, Corda De Violão, Sintetizadores Minimoog & Korg Mono/Poly Jaques Morelenbaum Cellos Mariano González Bandoneón & Percussão De Bandoneón Itamar Assiere Piano

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A pele do amor

Dulce Quental

In cart Not available Out of stock

Por Jonas Sá

Nos aproximando da chegada do álbum completo, a faixa "A Pele Do Amor" aterrissará nas plataformas no dia 14 de janeiro, fechando a trilogia de singles desse novíssimo trabalho autoral de Dulce. Através dele, Read more

Por Jonas Sá

Nos aproximando da chegada do álbum completo, a faixa "A Pele Do Amor" aterrissará nas plataformas no dia 14 de janeiro, fechando a trilogia de singles desse novíssimo trabalho autoral de Dulce. Através dele, podemos perceber o que Dulce vem sempre falando a respeito da autonomia sobre nós mesmos, de como podemos usar nossas forças para perseverar num mundo careta e hostil.

"A Pele Do Amor" é toda sobre auto acolhimento. O acolhimento que buscamos no outro e que, no entanto, não sabemos nos brindar.

Acompanhada pelos produtores e músicos Pedro Sá (guitarras e baixo) e Jonas Sá (MPC, percussões e sintetizadores), Dulce canta:

"Quero (...) me aninhar entre suas pernas, como uma segunda pele" Para então desenvolver:

"Mas já não me interessa mais o que você pensa" e enfim arrematar:

"Estou de volta sob a minha pele, fiz um lugar na carne do mundo (...) onde cabe qualquer dor sob o signo do amor".

É irônico notar como a autonomia é mote recorrente das redes sociais, justamente o altar da aprovação alheia.

Vemos diariamente pipocarem posts com frases motivacionais como "Vá. E se tiver medo, vá com medo mesmo"

Mas Dulce sabe que o buraco é mais embaixo. O auto acolhimento serve para o nosso amor-próprio, mas também há de se acolher a dor do mundo e o medo de seguir em frente, sem nunca trocar nossos sonhos por migalhas de carinho.

Assim como faz, com maestria, a artista ao voltar para nós com a graça e beleza dessas novas canções.

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ARQUIVO PESSOAL

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